20 de jul. de 2013

Reflexão de um moribundo

Então veio ter comigo o demonio. Na primeira vez que o vi fiquei assutado, mas não foi por que intentava contra a minha vida. Na verdade muito ja sabia dela. Estava feliz por saber que Ele se importava comigo. Deitei e regozijei. Num intento de conhecer as facetas da tenra morte e finalmente esclarecer as escusas do inferno. Sera ele tão quente como dizem ? Ou seria ele gélido ? Não obstante, ocorreu-me as devassas da terra e seus hipócritas habitantes. Lembrei dos contratos corrompidos, das liberdades falidas e dos amores perdidos. Ao contrário do que me prometeram : Não houve segunda oportunidade.
- Perdeu idiota - Me chamou a besta.
Ansiei para ver seu rosto. Sob o boné (não era capuz), olhos castanhos e sardas no rosto.
Nem tão diferente, mas nem se quer era comum aos medianos da terra.
Meu ceifador escondia a morte sob pretexto das vestimentas dos terrestres.
- A carteira Otário!!!! - Puts.
Como otário? Acaso eu honesto por vocação e íntegro por convicção não era suficientemente bom pra pelo menos ser insultado como desgraçado (isso eu era) ?
Resolvi não ceder. E ele, não  desistir.
- Me passa a porra logo babaca ou acorda nos braços do capeta!!!!
Hmmm, pensei e respondi :
-  Não cedo nada pra covardes e vagabundos.
Eis então que conheci a vida de um eterno segundo.
No palco da jornada de 22 anos, sempre vocacionei os anjos e falaciei os ateus.
Repudiei a razão e celebrei a felicidade. Naquele momento percebi que percorri a linha da loucura com pseudomino de fé, pisei verdades com verdade e maquiei a razão com indiferença. Mas negão se era pra ser diferente seria eu peão dos profetas ou elemento das divindades?
Caçou-me na penumbra o toque de um anjo. Segurou-me a mão e colocou-me em berço. Ao abrir os olhos desejei a morte, ja que apostolei contra Deus imaginava sua ira. Vi só o estetoscópio e celebrei a loucura como parte essencial de uma vida.
Mais tarde senti o calor no rosto, mas era o sol e depois o frio e era só o vento e depois vi as ataduras e era só os olhos.

Zylder

13 de jul. de 2013

A sedução x encantamento

Não que me foi tarde ou demasiado cedo. Mas mesmo a lua pode parir o sol de estiver encantada. O encanto pode aduzir a sedução, mas o inverso não é vberdadeiro....

Sedução                          
 Se diz da litúrgica feminina o seu bailar dançante;
Estarrece de próprio efeito a fascínora da luxúria;
Entorpece o celibato;
Traduz em sangue a paixão;
Acelera a alegria na vitória;
Enterra a derrota;
Enlouquece o escárnio;
Inflama os Iconoclastas;
Valoriza o superfluo;
Da vida a rosa;
Brilha num segundo de uma eternidade;
Morre à luz do sol....




Encantamento
Se diz da essência feminina o seu toque no céu;
Cativa a luxúria;
Alvorece o celibato;
Resulta em amor a paixão;
Estabiliza na glória;
Ressuscita os mortos;
Repudia a infâmia;
Alivia a raiva;
Inspira a virtudes;
Dá perfume a tulipa;
Fulgura na eternidade do segundo;
Vive sob a luz das trevas....


Zylder

8 de jul. de 2013

A pacta sund servanda e sua relatividade

Não fosse o liberalismo propagada pela égide da revolução francesa e a invocação da não-intervenção estatal estaríamos a redoma do soberano em detrimento da liberdade.

Sim, a primeira geração de direitos humanos carrearam a precípua de liberdade individual. Em que as partes poderiam contratar sem a intervenção do soberano. Ora, nada mais próximo de humano a vontade entre partes de celebrar os negócios livremente. 
Ocorreu nos idos anos que cada vez mais os contratos individuais tiveram condão de equilibrar a balança: De um lado parte fornecedora, de outra a credora de serviços e bens. 

Ate o ponto em que discutia-se as clausulas tínhamos uma nítida justiça de fato.Mas, encerra-se como manifestamente injustiça quando um contratante contrapõe a balança para adquirir vantagem soberba ou excesso sobre a outra. Carecendo de razão, mas não de lucro a vulnerabilidade econômica e técnica prejudicava a justiça do acordo.

Não tardara, no Direito do Trabalho os contratos coletivos tiveram este condão de acelerar a industria em face aos esforços dos trabalhadores (as) que mais assemelhava a escravos que realmente livres.
Ora, poderíamos argumentar que celebravam contratos de trabalho quem por livre e espontânea vontade assim o queria o contratante. Contudo, já não encontra campo de autonomia de vontade.
Ocorre que a NECESSIDADE contrapõe a liberdade e a moral. Necessário se fazia alimentar a prole e a mantença da qualidade da família e como milhões eram os necessitados maior mercado encontravam as industrias para esfoliar tais carneiros.

Seguiram-se as manifestações pela igualdade no trabalho e por reflexo a reivindicação de iguais discussões nos contratos particulares.

1916 celebra a promulgação de nosso antigo código civil em que se lia o pacta sund servanda - os pactos devem ser respeitados- omo principio mor dos contratos.
Sendo assim, temos que o contexto a-estado foi contextual ao principio, já que vem do liberalismo e da 1ª geração de direitos humanos.

Em segundo plano a eclosão das reivindicações pela melhoria do trabalho e da segunda grande guerra acabaram por cominar nas leis do trabalho na Itália e logo após no Brasil. A CLT invoca o emprego do estado para balancear e proteger os trabalhadores, já que estes estavam em detrimento do poderio econômico das industrias. E quanto aos contratos individuais?

Surgiram a forma de Adesão. Esta que tornar mais fácil as negociações a reduzir o dispêndio de tempo em que se tornaria a discussões de todas as clausulas.
Pois bem, se não se discute clausulas começam a insurgir contra o estado a invocação deste novamente. Nesta segunda geração de direitos humanos, o contrato fica agora em torno da autonomia das vontades, mas sob olhos do estado: Antes, durante e depois. Surge o CDC, alcançando as perspectivas do equilíbrio das partes para a função social do contrato.

7 de jul. de 2013

A proporção e o efeito cliquè

Na maioria das vezes quando se falava na presença do estado como detentor da força e e sua presença massiva no meio social a ideia que se tinha era que tal função corregeria as diferenças em que se alocava os males, pestes e potestdades da sociedade. logo que a premissa da geração do "warfare state" (estado de bem estar social) era o de negação do estado, ou seja, direitos humanos negativos. A busca era o estado e  a sua não interferência nos direito básicos de qualquer pessoa, consequentemente, tornando-se seu garantidor. Ex.: A vida, a propriedade, a liberdade... 

Ocorre que 2 seculos após a correção ela gerou, incentivou e promoveu desigualdades ainda mais severas, pois alavancou um efeito cliquè das anomalias naturais que são inerentes a todo homem. Explico:
Se por exemplo a capacidade de João e  Pedro são diretamente predestinadas ao sucesso na carreira como engenheiros, temos que somente uma catástrofe poderia impedir o destino. Para um matemático seria razoável, no entanto, a acepção humana dita diferenças naturais como o mérito e as escolhas de cada um. Pois, como no exemplo,temos que há o intuito do sucesso, que não, necessariamente, esta vinculada ao ramo ou até mesmo o próprio sucesso. João poderia simplesmente querer ter qualidade de vida ao alcance de seus dedos em sua casa e Pedro no seu escritório de advocacia.

Assim, tais escolhas e méritos dizem da essência do homem e não de seu ideal. Idealizamos muito das vezes sermos vegetarianos, apesar de nossa essência ser onívoros e as escolhas da maioria ser carnívora.
 Na 2ª geração de direitos humanos temos a intensa manifestação do estado como garantidor da IGUALDADE. Igualdade essa que veio a corroborar com os anseios de uma sociedade devastada com as desigualdades de justiça e oportunidade a que detinham os monarcas e religiosos. Esta intensa manifestação, a princípio corregeria tais efeitos, mas ao passar dos anos tomou rumo inverso.
 Na decada de 70 do seculo 20 o "boom" das drogas concebeu ao homem um efeito de prazer que sua própria vida não lhe proporcionava mais e que a cannabis sativa de lineu havia proporcionado. Não adiantou, não adianta tratar escolhas pessoais com cerceamento de liberdade a que impõe o estado pela polícia. Trata-se de um problema social, ou seja, é a sociedade que a trata e não o sistema de defesa. Esta inversão de lógica hoje encarcera mais pessoas ligadas ao uso de drogas que outros crimes. Ora, você deve se perguntar : Mas outros crimes estão ligadas diretamente ao uso abusivo e ILEGAL de drogas.
Pois bem. Se o consumo ilegal de drogas acarreta mais crime, seria porque o agente se entorpece pra cometer crimes ou os comete como meio ao uso de tais substancias ?

Na verdade temos que a atividade para o consumo é a economia.. Usuários e viciados tem o desejo pra chegar as drogas e o meio pra isso é dinheiro. Se ele é cerceado moralmente e por lei ao consumo, assim o fará mesmo com tais imposições, pois trata-se de escolhas pessoais. Escolhas pessoais tais como o álcool, o tabaco, medicamentos. A unica diferença é legalidade. É um problema social que é de desigualdade individual.
A legalidade de ações individuais devem ser concernentes ao aspecto de aflição a outrem. Ao que aflige tão somente seu aspecto pessoal, não se trata mais do controle do estado e sim das convicções do homem.

No vídeo o aspecto é prisional e sua desigualdade, ora se temos uma desigualdade incentivada desde o nascimento da criminalidade, futuramente teremos crimes mais graves e com o mesmo aspecto estatal de igualdade teremos mais crimes e mais graves ainda. É um efeito que só tende a piorar e não é por falta de ação do estado e sim por inercia da sociedade.
A igualdade não é suplantada  pela desigualdade. Na verdade ambas são consequência. Se temos igualdade de oportunidade temos correção de desigualdade. 
O aspecto dos direitos humanos positivos não se via como corretor das diferenças da comunidade, da sociedade e de se núcleo (familia), mas sim do aspecto de justiça a que eram afligidas pelos monarcas.

A proporção de crimes e como são encarados gerou um efeito clique de omissão e progressão de agressividade, mas no final tudo aconteceu por uma regua nivelando as convicções das pessoas. É possível igualar um desigual ? 


Na medida de sua individualidade...

3 de jul. de 2013

O preço da pena


Se a pena é o preço do crime, logo, teria de ser a pena proporcional ao crime. Temos que a modalidade crimes contra a pessoa é julgada em tribunal do juri.

Ocorre que, se não bastasse, a complexidade do ente para sentenciar deve ainda o fazê-lo com justiça. A pós o juiz aplicar a pena. Se do julgamento ocorrer recursos e anulações tais a que ampliam o rol de argumentações não há se não impunidade velada. Por respeito respeito a integridade da pessoa é que as anulações existem, no entanto, fica à baila bate rebate entre 1ª, 2ª, 3ª instancia deferindo a integridade da pessoa, mas, ao mesmo tempo, sucumbindo a sociedade regular ao caos da injustiça.


"Rayfran das Neves Sales, assassino confesso da missionária norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, em 2005, foi libertado nesta terça-feira (2) do Centro de Progressão Penitenciária de Belém. A informação é do advogado de defesa do acusado, Raimundo Cavalcante.


Após oito anos e quatro meses preso, ele progrediu e passou do regime semiaberto para o sistema aberto, com direito a prisão domiciliar. Sales foi condenado a 27 anos de prisão e estava detido desde o dia 14 fevereiro de 2005.
Em 2010, após cumprir um sexto da pena, evoluiu para o regime semiaberto. Em abril, a defesa pediu na Justiça a evolução do sistema de prisão do condenado, que foi acatado no último 27 de junho, segundo informou o advogado de defesa de Sales.
"Ele já foi solto ontem [terça] e ficará preso em casa. Ele agora vai ter algumas restrições, não poderá frequentar locais de grandes aglomerações, como festas; terá de estar em casa às 22h; e tem de arranjar um emprego em 60 dias", afirmou.
Segundo Cavalcante, a Justiça entendeu que o preso teve bom comportamento e por isso ganhou o direito da prisão domiciliar.
"Ele trabalhava, estudou na prisão. Ele concluiu o ensino fundamental na cadeia. Como o crime dele é da lei antiga, ele subiu de regime com um sexto da pena e agora teve o benefício pelo bom comportamento", afirmou.
Ainda segundo o advogado de defesa, Sales vai ficar morando em Belém, onde tem uma namorada. "Ele é uma pessoa muito visada, foi um crime de repercussão internacional e deve ficar, pelo menos por enquanto, aqui na capital", disse o advogado"

1 de jul. de 2013

5 Suspeitos do Assassinato de Bryan foram presos


Cinco suspeitos já foram identificados e três já estão detidos; corpo da criança vai para Bolívia

Os três suspeitos que já foram presos pela polícia disseram que foram assaltar os bolivianos porque sabiam que eles não tinham conta bancária e guardavam dinheiro em casa. O menino Brayan Yanarico Capcha, de cinco anos, foi morto com um tiro na cabeça porque chorava muito e os pais não tinham mais dinheiro. A quadrilha roubava motos na zona leste e na marginal Tietê.

Neste domingo (30), a polícia prendeu o terceiro suspeito de participar do bando que matou Brayan. Trata-se de um adolescente de 17 anos, que chegou a ser apontado como o autor do tiro. Mas ele e os outros dois presos afirmaram à polícia que o autor do disparo foi Diego Freitas Campos, de 20 anos. À polícia, disseram que "não entenderam" a atitude do comparsa, que está foragido. Também confessaram ter tentado matar o comparsa. Ao ser detido, o menor carregava R$ 990.

O outro foragido, além de Campos, é Wesley Pedroso, também de 19 anos. Neste domingo, a polícia chegou a entrar na casa onde os dois estavam escondidos, perto do Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo, mas eles fugiram pulando o muro. A casa tinha três pit bulls, o que dificultou o trabalho da polícia.

Antes de ser baleado, menino boliviano entregou aos criminosos dinheiro de seu presente de aniversário

Segundo o delegado Antônio Mestre Junior, o adolescente e outros dois acusados que já estavam presos — Paulo Henrique Martins, de 19 anos, e Felipe dos Santos Lima, de 18, o Tripa — confessaram o crime. Campos fugiu em maio do CDP (Centro de Detenção Provisória) Franco da Rocha, onde cumpria pena por roubo.

O crime

Na madrugada de sexta-feira (28), o bando invadiu a casa dos pais de Brayan, em São Mateus, na zona leste, para fazer um assalto. Os bandidos já haviam pego R$ 4,5 mil, quando o menino começou a chorar. Irritado com a reação da criança e com o fato de os pais não terem mais dinheiro, Diego Freitas Campos, de 19 anos, teria atirado na cabeça de Bryan. Antes, o menino implorou: "Não quero morrer, não matem minha mãe". Mas o ladrão, que havia mandado a mãe calar a criança, apertou o gatilho.

Antes de levar um tiro na cabeça, o menino Brayan havia entregado aos assaltantes as moedinhas que mantinha em um pequeno cofre em casa. Segundo a advogada Patrícia Veiga, representante do Consulado da Bolívia que ajudou a família do garoto a resolver a burocracia relacionada ao traslado do corpo, Brayan chegou a dizer "toma la plata (pegue o dinheiro)" aos bandidos ao entregar sua pequena economia — o que não evitou que fosse morto.

Outros bolivianos que estavam no velório do garoto neste domingo (30), no cemitério São Judas Tadeu, em Guarulhos, fizeram uma vaquinha para arrecadar fundos à família, que voltará para a Bolívia sem um tostão, uma vez que a economia feita em seis meses, R$ 4,5 mil, foi levada. Os conterrâneos dos pais do garoto foram ao velório em ônibus alugados pelo consulado, que também vai arcar com os custos do traslado do corpo de volta à Bolívia. O embarque deve ser feito nesta segunda-feira (1º).

Manifestação

Cerca de mil pessoas fizeram uma marcha neste domingo, entre os Parques do Povo e Ibirapuera, na zona sul, pedindo paz e penas mais duras para pessoas que cometeram crimes violentos. Vestidas de preto, caminharam gritado "chega" . Havia cartazes lembrando o assassinato de Bryan.


Fonte: R7

Medicina em Cuba é referência?

Talvez, por paixão ou talvez por ignorância. No vide Jhon Stossel demonstra verdades inconvenientes de mentiras de Michael Moore. Parece um Brasil onde se mostra o Maracanã, mas acoberta a vizinhança do morro. Socialismo é bom?

Revolução ou guerra civil ?

As bandeiras de transformação social elevadas pro céu e cantaroladas como raios fúlgidos parece ter increspado no Coronel Gelio Fregapani no artigo (http://blitzdigital.com.br/index.php/menunot-policia/381-coronel-do-exercito-afirma-que-o-brasil-esta-a-tres-passos-da-guerra-civil) um intensa preocupação com relação a instabilidade que parece se alastrar nos rincões do Brasil. Talvez pela profunda sabedoria patriótica que a força regular lhe acrescentou durante os anos.




 Não fosse as decisões políticas e a corrida socialista em busca de espaço nos esbulhos possessórios, deveria ser tais preocupações alvo de risadas. Não o é.
A perspectiva num cenário instável de segurança e a massa do prazer com a massa indignada + massa do senso comum poderiam provocar sim um estardalhaço colossal. Isto não seria razoável economicamente, mas a ausência das manifestações seria injustiça. Não há remédio suficiente para a cólera de uma pessoa que tenha sido vítima do crime de homicídio ou do consumidor pelo estelionatário.




O cenário é acalentador do ponto de vista da corrupção e desforra da saude e educação, mas é muito preocupante ver a ameaça da propriedade de oportunistas e bandidos travestidos de injustiçados.
Não há grilagem que justifique a morte e idealogia que justifique o roubo.