7 de jul. de 2013

A proporção e o efeito cliquè

Na maioria das vezes quando se falava na presença do estado como detentor da força e e sua presença massiva no meio social a ideia que se tinha era que tal função corregeria as diferenças em que se alocava os males, pestes e potestdades da sociedade. logo que a premissa da geração do "warfare state" (estado de bem estar social) era o de negação do estado, ou seja, direitos humanos negativos. A busca era o estado e  a sua não interferência nos direito básicos de qualquer pessoa, consequentemente, tornando-se seu garantidor. Ex.: A vida, a propriedade, a liberdade... 

Ocorre que 2 seculos após a correção ela gerou, incentivou e promoveu desigualdades ainda mais severas, pois alavancou um efeito cliquè das anomalias naturais que são inerentes a todo homem. Explico:
Se por exemplo a capacidade de João e  Pedro são diretamente predestinadas ao sucesso na carreira como engenheiros, temos que somente uma catástrofe poderia impedir o destino. Para um matemático seria razoável, no entanto, a acepção humana dita diferenças naturais como o mérito e as escolhas de cada um. Pois, como no exemplo,temos que há o intuito do sucesso, que não, necessariamente, esta vinculada ao ramo ou até mesmo o próprio sucesso. João poderia simplesmente querer ter qualidade de vida ao alcance de seus dedos em sua casa e Pedro no seu escritório de advocacia.

Assim, tais escolhas e méritos dizem da essência do homem e não de seu ideal. Idealizamos muito das vezes sermos vegetarianos, apesar de nossa essência ser onívoros e as escolhas da maioria ser carnívora.
 Na 2ª geração de direitos humanos temos a intensa manifestação do estado como garantidor da IGUALDADE. Igualdade essa que veio a corroborar com os anseios de uma sociedade devastada com as desigualdades de justiça e oportunidade a que detinham os monarcas e religiosos. Esta intensa manifestação, a princípio corregeria tais efeitos, mas ao passar dos anos tomou rumo inverso.
 Na decada de 70 do seculo 20 o "boom" das drogas concebeu ao homem um efeito de prazer que sua própria vida não lhe proporcionava mais e que a cannabis sativa de lineu havia proporcionado. Não adiantou, não adianta tratar escolhas pessoais com cerceamento de liberdade a que impõe o estado pela polícia. Trata-se de um problema social, ou seja, é a sociedade que a trata e não o sistema de defesa. Esta inversão de lógica hoje encarcera mais pessoas ligadas ao uso de drogas que outros crimes. Ora, você deve se perguntar : Mas outros crimes estão ligadas diretamente ao uso abusivo e ILEGAL de drogas.
Pois bem. Se o consumo ilegal de drogas acarreta mais crime, seria porque o agente se entorpece pra cometer crimes ou os comete como meio ao uso de tais substancias ?

Na verdade temos que a atividade para o consumo é a economia.. Usuários e viciados tem o desejo pra chegar as drogas e o meio pra isso é dinheiro. Se ele é cerceado moralmente e por lei ao consumo, assim o fará mesmo com tais imposições, pois trata-se de escolhas pessoais. Escolhas pessoais tais como o álcool, o tabaco, medicamentos. A unica diferença é legalidade. É um problema social que é de desigualdade individual.
A legalidade de ações individuais devem ser concernentes ao aspecto de aflição a outrem. Ao que aflige tão somente seu aspecto pessoal, não se trata mais do controle do estado e sim das convicções do homem.

No vídeo o aspecto é prisional e sua desigualdade, ora se temos uma desigualdade incentivada desde o nascimento da criminalidade, futuramente teremos crimes mais graves e com o mesmo aspecto estatal de igualdade teremos mais crimes e mais graves ainda. É um efeito que só tende a piorar e não é por falta de ação do estado e sim por inercia da sociedade.
A igualdade não é suplantada  pela desigualdade. Na verdade ambas são consequência. Se temos igualdade de oportunidade temos correção de desigualdade. 
O aspecto dos direitos humanos positivos não se via como corretor das diferenças da comunidade, da sociedade e de se núcleo (familia), mas sim do aspecto de justiça a que eram afligidas pelos monarcas.

A proporção de crimes e como são encarados gerou um efeito clique de omissão e progressão de agressividade, mas no final tudo aconteceu por uma regua nivelando as convicções das pessoas. É possível igualar um desigual ? 


Na medida de sua individualidade...

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