27 de jun. de 2013

A derrocada da moral



A maior bandeira do homem sempre foi erguer sua autonomia de vontade com pilares da moral e da ética. E por demais prazeroso que é sustentar tamanha pilastra quando o contexto crônico-histórico insere tal pressuposto de admissibilidade social. Todos querem ser sociais. Somo sociais e adequamos nossa liberdade ao direito. É pacto. O contrato.
O contrato social estipula clausulas de adesão em que as partes cedem um direito com objetivo a realização de um desejo. Nada mais capital que trocar liberdade por segurança, amor por amor, respeito por respeito e moral por moral. São equânimes desde que as partes não rompam o pacto.
Há um pequeno porem que não podemos clausular. A covardia. Covardia é razão. E por tal base temos que elogiar tal virtude. Não por que ela insere um “não dever”, mas por que o dever é inserido com escopo moral e oral não é personalíssima e sim social. Só existe moral no ambiente social, na verdade o direito so existe por isso. Logo, como sustentar tamanha responsabilidade de ser dever moral, quando o próprio contrato estipula como clausula a possibilidade de intervenção própria como são as excludentes da ilicitude ?
Como ser moral se tal norma não encontra física de existência nesta realidade ?
Apresentei-lhes o preço da ética agora vou derrubar a moral
Mesmo tendo que os ícones históricos apresentando-se com tamanha virtude, esta historicamente não encontrou espaço de prova já que o próprio conceito de historia não é verdade e sim pesquisa. E mesmo para os religiosos que sustentam tal virtude como inerente a sua fé, jamais poderá provar já que fé não existe no direito mas no dver-ser implícito por algo escrito em papel que tudo aceita.
Por demais abrasivo e repugnante que possa ser a norma implícita de conduta estrita só poderá ser exercida no social. E social/sociedade nem sempre sabe o quer.
Não sabemos o que queremos por excelência de virtude já que como humanos nada sabemos o que existe à frente, tão somente atrás e mais ou menos no presente.
Logo, não há como expiar por tal virtude já que os fatos de direito são evolucionistas e não retro históricos.
Como controlar e como é controlada os impulsos humanos em detrimento de uma hipótese de uma sociedade conduzida por animais selvagens sustentados por sua própria sobrevivência? Religião e moral.
Como deter a crescente demanda demográfica-populacional ? Moral.
Como encerrar o homicídio que assustam os fracos ? Fecha-se o circulo dos fracos para torna-los fortes e entre estes a lei do estado e o controle da religião.
Bem expondo de forma crua penso que os valores virtuais  existem em plano virtual.
Na realidade, ou pelo menos nesta, não por afirma que somos morais já que detemos por parte do estado a possibilidade de ser amoral e implicitamente niguém demandar em nossos pensamento e consequentemente não podermos controlar nossos impulsos de sobrevivência.

O problema...Não. O conflito 3.0 não é em relação ao exercer da moral, mas da falácia das virtudes virtuais. Somos o que somos por excelência de convicção e por retornarmos ao pó do qual fomos criados.

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