29 de jun. de 2013

Crítica ao artigo de Luiz Flávio Gomes

Parece-me desarrazoada de realidade e excesso de contingência. Na verdade as classes do poder, qual sejam em foco, a classe dos guardiães. Não se alimentam pra batalha com lembas. E não há panaceia que cure todos os males sociais. Na verdade e muito diferente do equidistante e acima das partes o policial anda mais próximo da linha do crime do que a sociedade "organizada", ocorre que os rituais militares, principalmente por tropas especializadas de combate e pronta resposta enfrentam verdadeiros inimigos que não medem esforços para concretizar seu intento. Ora não são eles controlados pelos meios de controle social (igreja, estado) e que para enfrentar tamanha monstruosidade é necessário um cavalariano em cavalo branco? Não. Mesmo porque seria impossível degladiar tamanhas bestas com lança e armadura. Também é necessário motivação. E se investigarmos a motivação veremos que ela não se alimenta mais da salvação divina e sim da recompensa imediata. Se dissesse a qualquer dos guardiães sua maior decepção não seria ela a de seus salários reduzidos e de suas condições precárias, mas além disso, sua frustração para com seus protegidos. Policial não teme tanto a morte como teme a decepção, e mesmo Nietzsche já alavancava que os valores elencados como primordiais já careciam de atualização em sua época, posto que já nascera tarde e a religião asseverava benefícios bipartidos entre céu e inferno que na realidade, na verdade vem distante, não estavam próximas das pessoas, por isso Zaratustra houve por bem descer a montanha e contar as novas aquelas pessoas. Por certo o curso de operações especiais tem por objetivo despertar a agressividade do homem, para que no final ele não ceda ao seu lado emocional. Na guerra não há o que se celebrar ética e virtudes que não alimentam a barriga e não salvam vidas, pois que nas linhas de frente os únicos e tão somente assim os guardiães enfrentam o perigo por dever e poder para tal. Quem combate monstros se torna monstro também (Nietzsche), talvez por aí seja o raciocínio mais adequado ja que que os trabalhadores das necessidades ja não enfrentam só infratores das leis, mas todos os carniceiros e bestas que decidiram pelo viés enfrentar a classe de vitimas, e como fracas que são constituíram seus guardiães para enfrentar o perigo. Difícil não é imaginar o lado ruim e suas consequências para com os inimigos e sim a demagogia e sua consequente injustiça que gera a sociedade de honestos. Respondendo ao artigo de Luiz Flavio Gomes http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/2013/06/10/bope-e-tiro-na-cabeca-e-comemoracao/


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