Não pensavam os adivinhos que no abarcar do novo seculo poderiam os homens unirem-se pelo afeto reciproco se da distancia gozariam pela comodidade da tecnologia.
Crentes e falsos profetas, propagaram o tear da rede como divisora de valores cultuados há seculos por nosso ancestrais. Que além de disseminar tamanhas perfídias, falaciaram da gramática dos homens do futuro.
Bem assustaram nossos ascendentes, afinal não podem ver o que não esta a frente, tão somente do que expurgou atrás.
As gerações, num equilíbrio implícito de poder e evolução, fundiram-se no fator que outrora os já celebrara pelo contrato: A segurança.
Contudo, desta vez, já não é segurança a base de Maslow, mas a necessidade.
Celebrar amizade em tempo de distância parece mais utopia se não fosse a ferramenta telemática. E que embora não afigure um amigo vizinho, com a rede, conseguimos montar uma família, celebrar amizade e expandir as relações.
Que se pela voz não imaginamos a física de nossos amigos, pela foto materializamos esta necessidade.
Diziam os pais que não poderíamos confiar em quem não se via o rosto, pois o caráter era desconhecido, que a ética era virtude pra mostrar-se a todos, mas o caráter era alicerce do homem sozinho.
E já fracassara tais pressupostos, pois mesmo olhando nem sempre enxergamos.
Embora dizente de mesmo sobrenome nada impede de um ente traia-nos a confiança. Os templos não raras vezes, não nos preenche adequadamente de confiança, talvez de esperança, mas como esta é devoradora de espirito, torna-se incoerente.
A interação quebrou as fronteiras quilométricas do desconhecido para se tornar hoje a cola da sociedade.
Temos que mais influente e confiável um amigo que acomoda-se em todo seu conforto onde quer estar, que ficar a deriva em bairros aglomerados, mas que carece de um amigo que lhe seja confiável.
Poderíamos dizer dos vários exemplos de incredibilidade e decepção que encontramos e que ainda vamos encontrar nestas veredas da vida, mas que na interação online, isto já esta fora de eixo.
Derrotamos a desconfiança pelo fator comum; que é encontrar seu semelhante e pelo contrato que é sinônimo de justiça.
Celebramos nossa lei e fazemos dela nosso rol de disciplina e poder. Não para sucumbirmos outros descrentes da tecnologia, mas para filtrar traidores.
Qualquer que seja a amizade ela pode sim ser celebrada a quilômetros de distância, pois ela não é virtude e privilégios de poucos, mas fator absoluto de todos.
Todos queremos amigos e todos podemos assim o realizar.
A fraternidade é assim mesmo. Dispensa idade, religião, preconceitos e tantos outros adjetivos quantos forem os escárnios sociais.
Ela irmana-se entre os de mesma crença e propaga-se em outros que assim coluiarem para tal fim. Já podemos pensar em forma direta de democracia.
A telemática já inseriu tal liberdade. Tantos são a embruscada burocrática que neste país tupiniquim transformou-se em sinônimo de corrupção e que o alento dos homens do futuro, vulgo, internautas é esta a busca da alternativa. O plano B.
Não pedimos mais licença para entrar na casa de nossos vizinhos, todavia nas salas de chat. Celebramos o abraço virtual e por que não um abraço verdadeiro online? Não se diz que pra estar junto não é necessário estar perto?
Somamos esforços em busca da realização de nosso desejo comum. Não é assim acaso a filosofia marxista ?
Repartimos juntos um bem. Não assim acaso o consorcio ?
É assim mesmo. Um salto de fé, mas com proporção maior de razão contrói-se uma comunidade e com alguns membros a mais, um estado.
Tantas foram as lacunas preenchidas pela discórdia das legislações que o escopo de tal perde-se na própria essência. O controle social fica dispensável as custas da própria legislação das comunidades telemáticas. Isto tudo de acordo com o alude da CF/88.
Já somamos centenas de milhares convenientes a união online e agora, a partir do próximo cinturão, alcançaremos a marca de centenas de milhares. É a tecnologia chegando aonde precisa chegar. Isto tudo não desmereceu o contato humano, ao contrario o elevou.
Não perdemos valores por passar horas a frente da tela do videogame ou do computador, mas sim evoluímos nossa sociedade para desacelerar os carros e esvaziar hospitais e bares.
Escolhemos o tesouro dos nerds : A amizade.
Ora não era esse o tesouro de todos nós ?
Sim, mas perdeu-se com tamanha burocracia para construí-la. Amizade não se faz com proximidade, mas com lealdade.
É esta a perspectiva do mercado dos próximos anos, não desacredite nesta interação, se estiver fora é porque faltou-lhe videogame.


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